Rachel-Sheherazade-SBT

Repórter vomita mais de seu fundamentalismo religioso contra ateus

Uma breve análise do vídeo recente de Sheherazade sobre a manifestação que alguns ateus farão durante a visita do Papa.

1 – “Cristianismo é uma escolha pessoal e racional (…) onde até o batismo de crianças católicas precisa ser confirmado na idade da razão”
O batismo de bebês é uma imposição, jamais uma escolha. Confirmar este voto na “idade da razão” soa vago demais. Qual é a idade da razão? Cerca de 10 anos, quando a criança talvez ainda nem saiba sobre a Teoria da Evolução? Não sabe sobre a pedofilia na Igreja (se é que sabe o que é sexo nesta idade!). Acho complicado falar em “idade da razão” para uma fase em que ainda, literalmente, se acredita em papai-noel. Além disso, vá falar sobre escolha pessoal para um monte de ex-cristãos que NÃO podem renunciar ao batismo porque a Igreja simplesmente se nega a fazê-lo.

2 – “Esses ateus pretendem alertar contra os males da fé…”
Uma falácia, para não dizer uma estupidez. A principal cruzada no ateísmo no Brasil e no mundo é contra a interferência da religião nas coisas de domínio público. Ainda que pessoalmente eu possa considerar a fé um atraso, enquanto ela se limita à esfera privada, cada um faça o que bem entender.

3 – “Afrontando o papa e milhões de fiéis em plena Jornada Mundial da Juventude”
E… e se… e se estivéssemos, qual o problema? Não pode criticar religião? Desde quando? Fazendo tudo de forma pacífica e dentro dos limites da lei, e daí se eu quiser afrontar o papa ou mesmo o conceito de deus cristão?

4 – “Esquecem eles, que a intolerância religiosa é inadmissível neste país que garante a liberdade de crença…”
Só que não garante a liberdade da descrença! Quem está sendo intolerante quando se põe para fora da sala de aula um aluno da rede pública que não quis rezar o pai-nosso antes da aula?

5 – “Irônico é que sem ‘deus’, não haveria nem católicos, nem judeus, nem ateus…”
Para fechar com chave de ouro, uma boa dose de arrogância e prepotência. Muitos religiosos não precisam estudar e entender a complexidade da vida e como ela se formou (até porque, nem os pesquisadores ainda entendem). Para eles, tudo está aqui por obra e graça de um deus. E claro, não é do deus dos maias, ou dos astecas, sumérios e nem egípcios: é do deles (quem quer que sejam “eles”)

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  1. Rodrigo CoelhoRodrigo Coelho07-18-2013

    Mas ela esta certa no final! Sem Deus não existiriam nem cristãos, nem Judeus e nem ateus pois, a partir do momento que nada os divide, não faria sentido essa classificação!

    • EduardoSoaresEduardoSoares07-18-2013

      Neste sentido, você realmente tem razão! heheheh!

    • MartimMartim09-15-2013

      É bem mais complexo, parafraseando Voltaire: Se não existisse, seria uma necessidade do homem inventá-lo .Afinal, quem é o criador e quem é a criatura?

  2. CaioCaio07-30-2013

    3 – “Afrontando o papa e milhões de fiéis em plena Jornada Mundial da Juventude”
    E… e se… e se estivéssemos, qual o problema? Não pode criticar religião? Desde quando? Fazendo tudo de forma pacífica e dentro dos limites da lei, e daí se eu quiser afrontar o papa ou mesmo o conceito de deus cristão?

    Dentro dos limites da lei? uma ova! Criticar a Igreja e a religião é totalmente lícito, no entanto agir com violência contra objetos religiosos e simbólicos é crime sim! E o que vimos na "marcha das vadias" foi um total desrespeito, além de ter sido crime sim!! está na nossa constituição!! que pena que essa galerinha de cabeça "aberta" pode aprontar sem responder legalmente pelos atos.

  3. Maria TeodósioMaria Teodósio07-31-2013

    Normalmente a confirmação católica (crisma) apenas pode ser feita a partir dos 14 anos, mas mesmo assim é cedo para decidir que religião é que se quer seguir para o resto da vida.

  4. TâniaTânia01-06-2014

    Deus não se dá a conhecer àqueles que não creem em sua existência. Em sua palavra , no livro de Hebreus, está escrito; Aquele que se aproxima de Deus deve crer que Ele existe …". crer nunca foi uma atitude passiva. É ação pura. O primeiro passo para conhecê-lo e relacionar-se com Ele é crer. É uma decisão pessoal. Agora, entre crer e não crer, eu escolho crer. Porque se tudo que a Bíblia fala a respeito Dele e de suas promessas como Céu e inferno forem mentiras, não perco nada. Agora sendo verdade, como creio que é, ganharei vida eterna com Ele no seu paraíso, ao contrário de muitos que preferiram não crer e estarão sofrendo eternamente no inferno. Como disse, crer é uma escolha pessoal e livre de cada um.

  5. Paulo Luiz mendonça.Paulo Luiz mendonça.10-04-2014

    Seria bom mesmo ter vida após a morte?

    Imaginemos uma situação, por exemplo uma criança, inicia sua vida em um lar qualquer, cresce religiosa praticante, confiante que existe vida após a morte. Ela se torna adulta, casa e tem dois ou três filhos, lá pelos cinqüenta anos morre, deixa seus filhos, seu marido, seus pais, parentes e amigos.
    Imaginemos como ela se sentirá lá no paraíso, estará ela feliz por ter merecido o céu, ou estará extremamente triste pensando principalmente nos seus filhos: Será que sofrem! E meu marido será que arranjou uma madrasta má para meus filhos, meus pais como estarão, meus amigos e meus parentes será que sofrem pela minha morte!
    Alguém em sã consciência poderá pensar que ela está em júbilo por ter ganhado o tão prometido céu. Creio que não, a tristeza deve lhe corroer a alma pela eternidade.
    Sendo assim, acredito que a melhor justiça seria não ter vida após a morte, isso eliminaria o sofrimento de quem parte e deixa seus entes queridos.
    Os teólogos irão dizer que a pessoa que foi para lá, com o tempo esquece, como nós aqui esquecemos os que morreram. Esta explicação não procede, porque para nós que ficamos sabemos perfeitamente que a pessoa morreu, está enterrada e tudo acabou, mas para quem está no paraíso, jamais esquecerá, porque os que ficaram estão vivos, podem estar sofrendo. Uma mãe jamais esquecerá principalmente dos seus filhos, a angustia se prolongará para sempre. Portanto na morte, o fim de tudo seria a justiça perfeita.

    Paulo Luiz Mendonça.

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