Como podemos melhorar o mundo?

“Seja a mudança que você quer ver no mundo”

Esta frase foi dita por Mahatma Gandhi, um pacifista que entrou para a história. Ela é bem elucidativa. Não faz sentido um defensor dos animais, por exemplo, comer carne provinda de abatedouros que maltratam animais. Não faz sentido você reclamar da violência no trânsito se você é o primeiro a xingar por qualquer coisa que acontece. Principalmente: não adianta você reclamar do mundo se você nada faz para melhorá-lo.

Freqüentemente, nos vemos em situações em que somos prejudicados por outrem ou por alguma instituição. A grande maioria, por diversas razões, cala-se. Quantas pessoas não deixam de reclamar por receber produtos que não são bem aquilo que foi prometido? Ou quantas relevam o insulto alheio, a humilhação e até mesmo a agressão para manterem o statu quo? Quantas esposas e maridos sofrem em silêncio com a violência doméstica?

Mas como reagir? Violentamente? Pacificamente? Eu diria que a via pacífica e, de preferência, dentro das leis é a melhor forma de exigir que as coisas sejam feitas da maneira mais correta. Mas, e se isso não for suficiente? Devemos apelar para a violência? O problema da violência é que é um processo sem fim: se agressor e agredido decidirem por ela, eles trocarão de papéis num ciclo infinito. Infelizmente, contudo, é da cultura de muitos brasileiros a de só aprender quando se é punido. Portanto, como um pai que dá umas palmadas no filho quando todos os demais recursos se esgotam, a violência pode ser usada como tentativa de se resolver o problema, mas não pode ser usada indefinidamente.

Mas e se tudo der errado? Se nada adiantar? É melhor desistir? Se você, hoje e sempre, foi o único lesado pela situação, tudo bem. Fazer o que, a vida tem destas mesmo. Nem Hércules podia derrotar a cabeça imortal da Hidra de Lerna. A solução foi colocar uma pedra bem pesada por cima e continuar a vida, ou seja, o problema ainda está lá. Agora, se muitos estão sendo prejudicados, ou poderão vir a ser, não desista. Una-se com alguém, persista, resista, mas não desista. Você pode ser o herói. Pode ser aquela pessoa pela qual todos sempre clamam: “Um dia, alguém aparecerá para resolver isso”. Você pode fazer a diferença no mundo. Mas primeiro você precisa mudar você mesmo. Embora você não precise ser um exemplo de retidão, deve ser o bem que você quer para o mundo. Torne-se a fonte de inspiração, não o inspirado.

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